Tendências M&A 2025–2026: o que os decisores devem saber

O mercado de fusões e aquisições (M&A), diretamente relacionado com as tendências m&a 2025-2026, está a entrar numa nova fase. Depois de um período marcado por taxas de juro elevadas, incerteza económica e maior rigor na due diligence, 2025 e 2026 prometem uma retoma seletiva — mas muito mais exigente. As empresas que pretendem comprar, vender ou captar investimento precisam de compreender como as novas tecnologias, a pressão regulatória e o apetite dos investidores vão moldar os próximos dois anos.

Neste artigo, analisamos as principais tendências M&A 2025–2026, com base no que observamos diariamente em projetos de Corporate Finance na Macro Consulting, bem como no Portal dos Investimentos, e na evolução recente do mercado nacional e internacional. Se está a planear uma operação, este guia mostra-lhe exatamente o que os decisores devem saber para negociar com vantagem.

A retoma do mercado: M&A volta a acelerar, mas não para todos

Após dois anos de retração, 2025 marca o início de um ciclo mais ativo. No entanto, trata-se de uma retoma seletiva, onde a qualidade do ativo, a estabilidade dos cash-flows e a robustez do modelo de negócio pesam mais do que nunca.

Tendências M&A 2025-2026 principais desta retoma:

  • Compradores mais exigentes e com ciclos de decisão mais longos
  • Vendedores a preparar melhor os dados e a documentação
  • Maior procura por empresas com receitas recorrentes
  • Crescimento do mid-market (operações até 50 milhões de euros)

O que observamos na prática é que negócios bem preparados geram múltiplos mais altos, mesmo num mercado cauteloso. Já empresas desorganizadas enfrentam grandes descontos.

A inteligência artificial chega em força ao M&A

2025–2026 serão os anos em que a IA deixará de ser conceito e passará a ferramenta real no processo de compra e venda de empresas.

Onde a IA vai ter maior impacto:

  • Identificação de targets

Ferramentas de IA conseguem analisar milhares de empresas e cruzar-as com critérios de investimento, permitindo ao comprador encontrar oportunidades que antes não surgiam no radar.

Na Macro Consulting, já utilizamos soluções de análise automática de demonstrações financeiras e scoring de risco que reduzem semanas de trabalho para algumas horas.

  • Due diligence acelerada

A IA consegue identificar incoerências, padrões suspeitos e outliers nos dados financeiros — algo que reduz falhas humanas e torna o processo mais rigoroso.

  • Valuation mais robusto

Modelos preditivos, análises de sensibilidade e cenários automatizados tornam o valuation mais preciso e transparente para ambas as partes.

A inteligência artificial tornou o processo de M&A mais rápido, mais rigoroso e mais transparente para compradores e vendedores.

O custo do capital vai moldar os deals de 2025–2026

Mesmo com expectativas de estabilização das taxas de juro, o custo do capital permanece mais elevado do que no período pré-2022. Isto afeta diretamente:

  • Múltiplos de EBITDA
  • Tamanho das transações
  • Estruturas de financiamento
  • Retorno esperado pelos investidores

Muitos compradores já estão a estruturar operações com menos dívida bancária e mais capital próprio ou private debt. Para vendedores, isto significa que empresas com forte geração de caixa continuam bastante valorizadas, mesmo com juros altos.

O boom do private equity no mid-market

Os fundos de private equity continuam a acumular “dry powder” — capital disponível para investir — e precisam colocá-lo no mercado. Isso cria forte procura por empresas:

  • rentáveis
  • escaláveis
  • com boa governance
  • com modelos replicáveis

Em Portugal, vemos um crescimento claro de interesse em:

  • Saúde e clínicas privadas
  • Serviços empresariais (B2B)
  • Tecnologia e software
  • Energia e eficiência energética

A competição entre fundos está a aumentar, o que favorece vendedores bem preparados.

Due diligence mais rigorosa e multidisciplinar

A due diligence tradicional (financeira + legal) já não chega. Em 2025–2026, compradores exigem:

  • DD tecnológica
  • DD de cybersecurity
  • DD ESG (ambiental, social e governance)
  • DD de recursos humanos

A razão é simples: cada uma destas áreas pode representar riscos capazes de destruir valor pós-aquisição.

Exemplo real:
Numa due diligence recente, verificámos que um cliente dependia de um único programador externo com acesso total ao software crítico. Este risco não estava refletido no valuation inicial e levou a renegociação do preço.

ESG transforma-se num fator de pricing

ESG deixou de ser “nice to have”. Em operações acima de determinado tamanho, é um requisito. Em setores regulados, é quase uma obrigação.

Impacto no preço:

  • Empresas com falhas ambientais ou sociais enfrentam descontos no múltiplo.
  • Empresas com boas práticas ESG tendem a obter múltiplos mais altos e maior interesse de compradores internacionais.

Em 2026, espera-se que boa parte das operações inclua relatórios ESG detalhados dentro da due diligence.

Crescimento das operações cross-border

A pressão para expandir mercados e diversificar risco está a levar investidores europeus e americanos a olhar para Portugal como:

  • País estável
  • Com talento
  • Com empresas bem posicionadas em nichos B2B
  • Com múltiplos mais atrativos do que no centro da Europa

Os sectores que mais atraem investimento estrangeiro são:

  • Tecnologia
  • Saúde
  • Engenharia especializada
  • Energia e eficiência energética
  • Indústria com forte exportação

Para vendedores portugueses, esta tendência abre portas a múltiplos superiores aos praticados por compradores nacionais.

Operações com estruturas de preço variável (earnouts)

Com maior incerteza no mercado, os earnouts tornaram-se comuns. São especialmente úteis quando:

  • Há divergência entre comprador e vendedor sobre o crescimento futuro
  • O negócio depende muito do empreendedor
  • Existem variáveis difíceis de prever (ex.: integração tecnológica)

Preparação pré-venda torna-se essencial para obter o melhor preço

O mercado está seletivo. Empresas que entram no processo sem preparação perdem valor rapidamente.

A preparação pré-venda inclui:

  • Reorganização financeira
  • Normalização do EBITDA
  • Dossier de governance
  • Revisão de contratos
  • Data room completo
  • Forecast realista e bem suportado

No Portal dos Investimentos, e na Macro Consulting, é nesta fase que conseguimos aumentar o valor percebido pelos compradores, corrigir problemas antes da due diligence e acelerar o processo.
A preparação pré-venda é hoje o principal fator que diferencia operações de alto valor de processos que acabam por fracassar.

Conclusão

O mercado de M&A em 2025–2026 traz grandes oportunidades, mas também maiores exigências. As empresas que se prepararem com antecedência, utilizarem tecnologia e demonstrarem transparência financeira e operacional vão destacar-se num ambiente cada vez mais competitivo. Se está a pensar vender, comprar ou captar investimento, este é o momento ideal para começar um planeamento sólido e estratégico.

No Portal dos Investimentos, e na Macro Consulting, acompanhamos todos os processos — desde a avaliação até à negociação final.
Fale connosco e descubra como podemos ajudar a maximizar o valor da sua operação.

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